sorrir
Sorrir será sempre boa arma… A vida de todos nós tolera algum sorriso de alma mais pobre. Mas a essência mais perene e robusta do sorriso é quando o âmago da existência também sorri.
Sorrir será sempre boa arma… A vida de todos nós tolera algum sorriso de alma mais pobre. Mas a essência mais perene e robusta do sorriso é quando o âmago da existência também sorri.
Na história e na filosofia da ciência há uma espécie de pulsar tensional com a metafísica: a ciência emancipa-se com o abandono das ‘questões últimas’ e com o foco no que é explicito e mensurável. Há ciência porque ‘metemos a mão na massa’, algo livres de pressupostos metafísicos. Mas, de quando em vez, a ciência percebe-se reducionista e tenta alcançar primórdios de sua essência primeira… que devolvem a própria ciência as tangências da filosofia primordial…
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Slm 145
Louvarei o Senhor toda a minha vida
Louvar é bem dizer e pode ser um bom respiro. Fixemo-nos na expressão final do verso do salmo, isto é: “toda a minha vida”. A sociedade (não só hoje mas desde sempre), como a própria contingência do homem, é muito virada para o provisório. A nossa felicidade, por outro lado, tem muito a ver com uma certa esperança e confiança no futuro. Sem deixar escapar o presente (antes potenciando o “já”), vale a pena viver, se a nossa vida for uma vida com futuro! Louvar o Senhor, hoje, é bom. Melhor ainda, expressão de fidelidade libertadora, é louvar o Senhor, hoje, querendo também louvá-Lo “toda a minha vida”. Ser feliz, não só pelas (tantas) coisas boas que tenho hoje, materiais e espirituais, mas, principalmente, porque a fé me dá a graça de saber que serei feliz amanhã, aconteça o que acontecer…Esta confiança no futuro alimenta uma espera saudável…
NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado anteriormente, neste blog
L1: Is 35, 1-6a. 10; Sal 145 (146), 7. 8-9a. 9bc-10
L2: Tg 5, 7-10
Ev: Mt 11, 2-11
A grande Graça que sinto desejar pedir é esta: estar pleno e grato com o que sou e com o que tenho. Alcançar que isso mesmo me basta e, assim, estar radicalmente aberto a todo e qualquer amanhã. Até lá, até haver um só homem que, por não ter pão, não possa ter este alcance, quero correr por dar e ser pão a quem quiser, precisar e desejar receber-me.
A opção pelo neo-positivismo (como por qualquer outra linha filosófica) é também, em última instância, uma crença. Crer em contexto de fé não é uma atitude irracional, mas é a forma última, ou, se quisermos, o ponto de partida, de acesso ao real, na prespetiva crente.
A razão, embora de forma insuficiente, é uma das portas por onde nos podemos aventurar na tentativa de penetrar o mistério de Deus.
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 3, 1-12
«Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas»
Esta voz de João Batista que clama no deserto é, também, um símbolo de hoje. Pelo menos em dois aspetos: 1) o grito que damos ao olhar um mundo incompleto e insuficiente, carente e ainda violento e injusto; 2) o grito que podemos dar a nós mesmos, quando nos recolhemos e constatamos a nossa própria fragilidade e incompletude. Em ambos os casos, para fora e dentro de nós mesmos, é uma atenção à mudança que marca os tempos de Advento. Endireitar as veredas, começando principalmente pelo nosso interior, é o caminho a fazer, sempre sem auto-culpabilidade e pressão, antes com doçura e certeza de aceitação…
NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado anteriormente, neste blog
L1: Is 11, 1-10; Sal 71 (72), 2. 7-8. 12-13. 17
L2: Rom 15, 4-9
Ev: Mt 3, 1-12
A forma como nos relacionamos com o tempo é de grande crucialidade nos terrenos da fé. O lastro judaico-cristão aponta para um Deus que mergulha na história por via do tempo. Mas há, se quisermos, um “tempo de Deus”, parte intrínseca do Mistério, que não coincide com o “tempos dos homens”. A pressa existencial é, neste sentido, o avesso da Espera da fé…
Muitos pais, minados pela crise da expectativa, projetam nos filhos os seus sonhos ou frustrações próprias (o que rouba espaço à vocação amorosa de educar para a liberdade), vivendo de mais a escolaridade dos filhos. Alguns pais parecem ver a escola como o supermercado da educação, onde, normalmente, estão muito mais atentos a hipotéticos direitos do que às verdadeiras obrigações, como seria a obrigação de promover a autonomia cognitiva, afetiva e social dos seus filhos, numa gestão de risco pedagógico razoável e não controlista.
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 24, 37-44
«estejam também preparados, porque o Filho do Homem virá quando menos o esperam»
Em linha de partida para o Advento, preparemo-nos para a abertura, sinal maior do treino deste tempo litúrgico. Esta passagem do Evangelho será mal entendida se apreendida como um ‘jogo das escondidas’ de terror. Poderá até ser ‘jogo de escondidas’ (nem tudo se sabe, de facto) mas é daqueles desafios excitantes, a lembrar a infância, em que quando somos apanhados (talvez distraídos, sim) levamos um grande abraço do Pai. É este o jogo do Advento, é o jogo da surpresa, da surpresa da vida. Por ser surpresa, nem tudo se sabe, apenas que é desafiante e que termina com um abraço… já adivinhável… e já vivível…
NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado anteriormente, neste blog.
L1: Is 2, 1-5; Sal 121 (122), 1-2. 4-5. 6-7. 8-9
L2: Rom 13, 11-14
Ev: Mt 24, 37-44