testemunho e realidade

A experiência dos primeiros cristãos está contida no Novo Testamento e não é uma narração jornalística da vida de Jesus, mas uma profissão de fé n’Ele. Jesus não deixou nenhum escrito, e talvez ainda bem. Não precisamos de escritos abstractamente inspirados, «caídos do céu», mas de escritos que nos falem de Deus a partir da experiência de vida dos primeiros cristãos, do seu testemunho vivencial e credível.

JP in Espiritualidade Frases 6 Fevereiro, 2026

beleza e liberdade

O amor à liberdade dos homens é de tal forma que nem a beleza se nos impõe: antes se propõe como sinal dum caminho único de reconhecimento…

JP in Frases 4 Fevereiro, 2026

discernimento docente

O exercício docente prende-se muito com uma procura constante de equilíbrio. Diante de olhares e práticas pedagógicas muitas vezes radicados no 8 ou no 80, o caminho pode ser 45… O discernimento do professor, radicado no precioso livre arbítrio de escolher, é sempre uma capacidade em evolução.

JP in Educação Frases 2 Fevereiro, 2026

trabalho e alegria

Há sempre tarefas sacrificiais e sapos a engolir no trabalho (dos organizacionais aos relacionais, passando pelas idiossincrasias sistémicas) mas, no essencial, com muita dose nas nossas mãos, a alegria de ser fazendo (ou fazer, sendo) garantirá a jornada…

JP in Frases 30 Janeiro, 2026

Igreja em transformação

Podemos estar a assistir a uma certa transformação da Igreja, da religiosidade para a espiritualidade. Tal mudança, para mim, são portas que se abrem e raízes do Evangelho que se fortificam. Novos lugares espreitam, com uma mais clara noção de diálogo espiritual com outras linguagem e uma óbvia não apropriação das verdades da fé.

JP in Sem categoria 28 Janeiro, 2026

Nietzsche se vivesse hoje…

Friedrich Nietzsche acreditaria num Deus que dançasse. É também por isto, porque entendo que a cultura cristã de hoje pode bem dançar com Deus, que intuo que Nietzsche, se vivesse hoje, era bem capaz de ser cristão…

JP in Sem categoria 26 Janeiro, 2026

deixaram…

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 4, 1223

«eles deixaram logo as redes e seguiram-No»

A propósito desta descrição dos seguidores próximos de Jesus, fixemo-nos na prontidão da resposta ao apelo, que é sempre um convite tão mobilizador quanto libertador. A expressão “deixou logo as redes” pode ser inspiradora. Estar prontos para deixar o que pode ser deixado e atender os outros: deixar o ritmo de trabalho para atender melhor os filhos, deixar de ter algo, para partilhar, deixar um rancor para perdoar, deixar a televisão para conversar, e muitos mais auto-recados promissores, que esperam vida para se realizarem…

NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado neste blog anteriormente.

DOMINGO III DO TEMPO COMUM

L 1 Is 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4); Sl 26 (27), 1. 4. 13-14
L 2 1Cor 1, 10-13. 17
Ev Mt 4, 12-23 ou Mt 4, 12-17

JP in Sem categoria 24 Janeiro, 2026

Cor

Cor

 

A vida

pintou de preto

aquele quadro.

Absorveu intensamente

toda a luz.

Encheu de silêncio

a alegria

que cantava.

Ter pincéis,

ter cores.

Uma

tela branca

servirá.

in Paiva, J. C., Quase poesia quase química (2012) (e-book). Lisboa, Sociedade Portuguesa de Química.

acessível aqui (porventura enriquecido com uma ilustração)

 

JP in Ciência Poemas Química 22 Janeiro, 2026

o magis…

Às vezes também eu me pergunto, miserável crente, para quê meter Deus na equação. Mas a vida experimentada vai-me devolvendo que se amplia algo nos homens com a abertura espiritual…

JP in Sem categoria 20 Janeiro, 2026

cordeiro de Deus

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 1, 29-34

«eis o Cordeiro de Deus»

A expressão “eis o cordeiro de Deus” é atribuída a João Batista, o dizente de Jesus. Os Judeus tinham o hábito de matar um cordeiro como expressão sacrificial a Deus. Jesus como cordeiro, convoca continuamente as raízes judaicas mas apresenta algumas descontinuidades relevantes: não precisamos mais de sacrifícios de animais para agradar a Deus (o próprio Cristo simboliza essa entrega) e o sacrifício que importa para Deus é o amor que a vida de Jesus testemunha. “Cordeiro de Deus” é uma frase frequente na eucaristia e aponta para celebrar a mais nobre e inspiradora entrega, aquela de morrer por amor. Sublinha-se esta essencialidade à volta da entrega de Cristo, que nos pode tornar precisamente seguidores de Cristo, precisamente cristãos…

NOTA: Este artigo é repetido/adaptado de um outro já publicado neste blog

DOMINGO II DO TEMPO COMUM


L 1: Is 49, 3. 5-6; Sl 39 (40), 2 e 4ab. 7-8a. 8b-9. 10-11ab
L 2: 1Cor 1, 1-3
Ev: Jo 1, 29-34

JP in Sem categoria 18 Janeiro, 2026