o espelho de Jung
Jung lança-nos na metáfora desconcertante do outro como espelho o que, no mínimo, me perturba: sempre que o outro me irrita, direta ou indiretamente devolve-me algo de mim mesmo… como num espelho. Há nisto um lastro espiritual, muito sublinhado nas culturas orientais mas não só: o ideal seria estares de tal maneira em paz que ninguém te irritaria. Ainda assim, com pelo menos duas cautelas: 1) não artificializar voluntarísticamente (simular a paz interior) e 2) perceber que a metáfora tem limites (nem todos são meu espelho…).