co-cuidador

Não me posso criar mas posso cuidar-me, cuidar (de outros) e, assim, ser co-cuidador..

JP in Frases 18 Maio, 2022

futuro não decidido…

Heisenberg, pensador crucial da mecânica quântica, ajuda-nos a rever o conceito de potencialidade: o futuro não é só desconhecido… é  não decidido…

JP in Ciência 16 Maio, 2022

nisto toda a gente vos reconhecerá como meus discípulos: se tiverem amor uns pelos outros

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 13, 31-35

“Nisto toda a gente reconhecerá que vocês são meus: discípulos: se tiverem amor uns aos outros”

O toque do discípulo (porque amigo) de Cristo é, no embalo do Evangelho, o amor recíproco. Convictos disto- até porque o sabor da vida o enfatiza – os cristão terão aqui um filão de exame de consciência muito acutilante. Seremos reconhecidos, na família, no trabalho, na rua, pelo amor recíproco? Particular lastro autocrítico merece o olhar para dentro da própria Igreja: a sua vida e os seus membros, são reconhecidos pela interioridade vital do amor recíproco? ou por exterioridades como vestes, ritos, palavras vãs ou precários poderes?…

DOMINGO V DA PÁSCOA


L1: At 14, 21b-27; Sal 144 (145), 8-9. 10-11. 12-13ab
L2: Ap 21, 1-5a
Ev: Jo 13, 31-33a. 34-35

JP in Sem categoria 14 Maio, 2022

insignificância…

Uso com algum risco o termo ‘insignificância’, quando me ‘entalam’ com perguntas, face a episódios descritos na Bíblia, do tipo: “aconteceu ou não, fisicamente falando?’. O que quero dizer é que a fisicalidade de alguns relatos nuca será o mais relevante. Porque as questões de fé pedem sempre fé, com maior ou menor apoio nas convicções que determinado acontecimento se processou tal e qual nos chega hoje nos relatos das escrituras. Note-se que até os apóstolos que “viram o Senhor” (e o que será ‘ver’?), não são dispensados de fé, para crerem e, principalmente, para viverem a Ressurreição de Jesus…

JP in Espiritualidade Frases 12 Maio, 2022

o mito da Igreja e da Idade Média como os ‘maus da fita’ da ciência…

Mesmo se o nascimento do método científico se consubstanciou com Francis Bacon, já no século XVII, até lá alguns progressos de natureza científica e tecnológica realizaram-se a par da filosofia e da religião.

Naquele tempo, as ideias de Aristóteles eram o cenário de todo o conhecimento e um certo fundamentalismo do seu pensamento terá impedido o progresso. Mas grande parte do conhecimento na Idade Média deu-se, de alguma forma, no seio de um ambiente religioso. Sobretudo na Astronomia e na Matemática, mas também na Medicina e noutras áreas, o progresso era associado a instituições religiosas, sendo protagonizado essencialmente por monges. Este facto, aliás, terá marcado a cultura ocidental, em comparação com a China ou o mundo árabe, por exemplo. Foi crucial todo o trabalho desenvolvido no seio da Igreja Católica na Idade Média para se darem os maiores passos na ciência. Foi a Europa Ocidental e a sua cultura que constituíram o palco dos grandes eventos científicos. É o caso da Física, por exemplo: Galileu na Itália, Newton em Inglaterra e Einstein (Alemanha e Estados Unidos). Foi a Idade Média (e no seu seio uma forte presença católica), o terreno histórico que, a montante, suportou estes três gigantes…

JP in Frases 10 Maio, 2022

Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 10, 27-30

«Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»

A metáfora de Jesus como pastor aparece de muitas formas nos Evangelhos. O Papa Francisco, encorajando os padres enquanto pastores, apelava ao sentido do olfato, para recomendar aos pastores da Igreja que “cheirem” aqueles com quem se relacionam na comunidade. Trata-se de um convite à abertura real face aos problemas do outro, condição base para que se possa atender e servir. Posto que em era pós-conciliar está reforçado que todos somos sacerdotes em Igreja, e, assim, todos pastores de um Pastor congregador, temos um convite universal a “cheirar” o outro, no sentido mais óbvio e fecundo, que é aquele de emprestar os sentidos a uma relação cuidada e cuidadora.

NOTA: Este artigo é repetido/adaptado de um outro já publicado neste blog

DOMINGO IV DA PÁSCOA

L1: At 13, 14. 43-52; Sal 99 (100), 2. 3. 5
L2: Ap 7, 9. 14b-17
Ev: Jo 10, 27-30

JP in Sem categoria 8 Maio, 2022

Caim, Abel e a pergunta fundamental

A cena bíblica dos irmãos Abel e Caim é plena de complexidades e contém ingredientes de clara violência (como a vida…). Há uma pergunta arrepiante que é lançada, absolutamente crucial e cheia de potencial ecuménico. É a pergunta de onde podemos partir para nos situarmos no plano pessoal, histórico, cultural e teleológico. É uma questão simples: “onde está o teu irmão?”…

JP in Espiritualidade Frases 6 Maio, 2022

pessoa e trindade

A ideia de pessoa, que deriva de “persona”, relaciona-se com o teatro grego e seria, “o que está por trás da máscara…”. É, em todo o caso, mesmo no seu dinamismo etimológico, o “único e irrepetível”. Expoente máximo de pessoa, contudo, encontro-o na complexa mas inspiradora tensão da Trindade cristã: mais do que indivíduo, ali se sublinha a relação. Tal inter-alteridade, em que nos projetamos nós mesmos, é o cerne da pessoa que se É…

JP in Espiritualidade Frases 4 Maio, 2022

o trabalho…

Ontem foi dia do trabalhador. Celebre-se o trabalho!

A palavra trabalho tem uma semântica e uma evolução civilizacional impressionantes. Nas suas origens, deriva de tripé, um tripé para tortura, esforço, sacrifício. Tem-se vindo a tornar uma regalia… um direito. No caso de muitos de nós, o trabalho é um ‘presente’ de exceção: o trabalho pode dar-nos prazer, mesmo que pedindo algum suor… Penso também no trabalho como um processo, incluindo o de crescimento pessoal. Trabalhar, pois, é um caminho e é um privilégio. Oxalá consigamos uma sociedade mais justa, onde todos possam trabalhar, também no sentido total, solidário, interior e global… 

JP in Frases 2 Maio, 2022

Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 21, 1-19

«Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes»

Os tempos litúrgicos pós-Páscoa relatam-nos sucessivas (re)aparições de Jesus aos discípulos. Permito-me relevar (dar importância secundária…) ao dilema hermenêutico-teológico de saber se apenas os discípulos “viram e comeram com o Senhor” ou se existiu uma fisicalidade síncrona espaço-temporal dos acontecimentos relatados nos evangelhos. O mais importante para a fé, penso, é penetrar vivencialmente nestas duas dimensões: 1- Deus revela-se na abundância (de peixes); 2- Deus radica-se no mais ordinário e essencial, em ciclos de vida dinâmicos e de dádiva (comer). Se “pescássemos” e “comêssemos” com este ‘toque de ressurreição’, a vida poderia ser mais intensa…

NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado neste blog anteriormente.

DOMINGO III DA PÁSCOA


L1: At 5, 27b-32. 40b-41; Sal 29 (30), 2 e 4. 5-6. 11-12a e 13b
L2: Ap 5, 11-14
Ev: Jo 21, 1-19 ou Jo 21, 1-14

JP in Sem categoria 30 Abril, 2022