abundâncias

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 10, 1-10

«Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância»

A liturgia enfatiza Jesus como Mestre e guia, como o (Bom) Pastor do rebanho, que somos nós. Contrariando alguns vestígios desinteressantes na catolicidade de erratismo no amor de Deus, aqui se evidencia que Deus, é só e só mesmo um Deus de vida. Ele quer que tenhamos vida. Não uma vida qualquer, não “uma vida e pronto!” mas uma vida de abundância. A vida de abundância representa também a vitória sobre a morte, experimentada pelo próprio Jesus. A nossa vida tem um potencial de espelhar a abundância que Jesus quer para nós. Pode ser um excelente programa de vida fazer do tempo, do espaço e dos nossos gestos escritos em cada segundo e em cada metro quadrado, sinais da abundância amorosa para com todos.

Pode ser mais difícil ver ou experimentar esta abundância nos tempos que vivemos. Mas notemos, por exemplo, a abundância de valor da vida que se respira, com a atenção aos mais frágeis, colocados em primeiro lugar, antes de muitos outros interesses? Há ainda a abundânica da natureza: das sementeiras, do mar, da floresta, da cor da natureza. A abundância de vida é um franco e óbvio sinal da abundância de Deus…

Este texto repete em parte ou na totalidade palavras já editadas anteriormente.

DOMINGO IV DA PÁSCOA

L 1 At 2, 14a. 36-41; Sl 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6
L 2 1Pd 2, 20b-25
Ev Jo 10, 1-10

JP in Sem categoria 26 Abril, 2026

jugo leve

Toda a abordagem cristã que ignore que o jugo é leve e que os atribulados venham à comunidade que acolhe, esta comprometido. Dito de outra forma, a religião que te ampliar a massa do jugo e te atribular, não serve… Porque até o trabalho de processar o crescimento humano e pessoal, que tem um custo, se torna jugo leve…

JP in Sem categoria 24 Abril, 2026

aulas na rua…

Os professores de ciências poderão beneficiar os seus alunos com atividades fora da sala de aula. Há que promover as aulas de campo, mesmo no recinto da escola. No caso da química, por exemplo, será simples recolher terra para analisar o pH do solo ou colher plantas para extrair clorofila e observar como esta se comporta perante variações de luz.

JP in Sem categoria 22 Abril, 2026

Moisés e nós

Moisés e nós: de resgatado a resgatador. De perdido e encontrado num berço à sorte, a sinalizador de um povo à deriva…

JP in Sem categoria 20 Abril, 2026

borboletando

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Lc 24, 13-35

Os discípulos de Emaús somos nós, caminhantes em descoberta, ao lado da paradoxal companhia, óbviamente (in)discreta… A Páscoa é sinal de passagem e de transformação de vida, como quando uma lagarta vira borboleta e trata de colorir o mundo. Isso fervilha o coração. Assim “borboletemos” nós…

Este texto é adaptado em parte ou na totalidade de palavras anteriores já publicadas

DOMINGO III DA PÁSCOA

L 1 At 2, 14. 22-33; Sl 15 (16), 1-2a e 5. 7-8. 9-10. 11
L 2 1Pd 1, 17-21
Ev Lc 24, 13-35

JP in Sem categoria 18 Abril, 2026

louros

Por mais que isso custe, aparecer será sempre consequência (não causa) do SER. A vida ensina-me que aparecer por aparecer foi sempre um “puf”. A fruição da simplicidade é o que nutre o mais essencial de nós mesmos. Louros procurados apodrecem num instante. E mesmo os não procurados, tendem a valer pouco na vida…

JP in Sem categoria 16 Abril, 2026

pedra angular

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Slm 117 (118)

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular

 Jesus como pedra rejeitada… e pedra angular, é a profecia cristã entre-aberta no salmo 117. O fracasso da cruz ressuscitado pelo rasgar da desmedida misericórdia marca o centro da Páscoa cristã. Muitos ventos das mais variadas correntes psicológicas lançam o reconhecimento do trauma como um autêntico potencial de revolução pessoal. Todos nós somos tecidos de traumas marcantes, dentro da família, na escola, na sociedade. Reconhecer essas ‘mortes amorosas’ é fundamental. Uma vez reconhecidos e abraçados, amados e alavancados tais desamores, nós mesmos, pedras vivas de uma construção maior, tal qual somos, com as nossas fraturas, podemos ser não pedras (auto) rejeitadas… mas pedras angulares… como Jesus.

Este texto é adaptado em parte ou na totalidade de palavras anteriores já publicadas.

DOMINGO II DA PÁSCOA ou da Divina Misericórdia


LL 1 At 5, 12-16; Sl 117 (118), 2-4. 22-24. 25-27a
L 2 Ap 1, 9-11a. 12-13. 17-19
Ev Jo 20, 19-31

JP in Sem categoria 12 Abril, 2026

big bang e mistério

Sobre o que existiria antes da grande explosão a que chamamos Big Bang, a ciência e a religião têm uma «resposta» semelhante: “não se sabe”. A ciência afirma que, com os dados disponíveis, nada se pode dizer sobre o «antes» do Big Bang. A religião dirá algo de parecido: não sabemos o que existiria antes dessa megaexplosão. À religião importa mais, a este propósito, sublinhar que fomos e estamos a ser criados por algo que nos transcende, a que chamamos Deus. A questão do «antes» do Big Bang coloca a nu, de alguma forma, os limites da própria ciência. Os fundamentalistas da racionalidade prescindem de outros olhares e de outras possibilidades, não exclusivamente racionais, na forma de abraçar o mistério da existência do cosmos.

JP in Sem categoria 10 Abril, 2026