anjos uns dos outros…

A angeologia é complexa e plena de quasi-contradições. Esses mensageiros paradoxais apresentam um potencial pedagógico protetivo, como se conhece no famoso “anjo da guarda”. O apontamento mais fecundo, porém, seria aquele de, em atos, ‘sermos anjos uns dos outros…’

JP in Sem categoria 12 Janeiro, 2026

este é o meu Filho muito amado

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 3, 13-17

este é o meu Filho muito amado

Por ocasião do batismo de Jesus bem que se poderia festejar, muito particularmente, a voz que ecoa: este é o meu Filho muito amado. Com efeito, para os cristãos, é crucial assumir a fidelidade de Jesus, isto é, a sua consiência assumida profundamente de ser filho, de ser amado. O que nos falta na fé, convenhamos, é este reconhecimento de sermos amados, profundamente amados. Tal batismo precisamos, tal mergulho bastaria…

DOMINGO do Batismo do Senhor


L 1: Is 42, 1-4. 6-7; Sl 28 (29), 1-2. 3ac-4. 3b e 9b-10
L 2: At 10, 34-38
Ev: Mt 3, 13-17

JP in Sem categoria 10 Janeiro, 2026

Deus e a realidade…

Não são muito promissoras as abordagens que focam no milagre um Deus que se acrescenta à realidade. Pelo contrário, Deus age e ‘trabalha’, na realidade, a partir da realidade e com a realidade.

JP in Espiritualidade Frases 6 Janeiro, 2026

regressar por outro caminho

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 2, 1-12
«regressaram à sua terra por outro caminho»

Em celebração de “dia de Reis”, já depois do Natal, há vestígios ainda de “conversão”, no melhor sentido dos termos, isto é, como mudança de vida. O simbolismo dos Reis Magos terem “regressado por outro caminho” é forte: significa que aquele encontro especial (com um sentido, com O sentido…) os fez mudar trajetórias. Talvez uma das maiores riquezas da ritualização espiritual seja o radical e sistemático convite à novidade, ao confronto, à mudança de trajetória, ao “regresso por outro caminho”. Na imagem e no âmago da Igreja, nem sempre vislumbramos este espírito de mudança… Era bom cultivarmos interiormente a disponibilidade de nos tocarmos, de nos co-movermos, quando visitamos alguém, quando ensaiamos novos cenários, quando nos entregamos a novos encontros. E, diante dessas novidades, das novidades da vida, alvitrar outros regressos…

NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado neste blog anteriormente.

DOMINGO – EPIFANIA DO SENHOR – SOLENIDADE

L 1: Is 60, 1-6; Sl 71 (72), 2. 7-8. 10-11. 12-13
L 2: Ef 3, 2-3a. 5-6
Ev: Mt 2, 1-12

JP in Sem categoria 4 Janeiro, 2026

Iluminismo

Tenho simpatia pelo Iluminismo, retirando-se-lhe os respetivos exageros, ainda hoje “em pagamento”… O iluminismo não ‘proíbe’ o mistério, antes desencoraja o autoritarismo aleatório de Deus, pedindo mais à teologia contemporânea. A explicação científica (com as suas inspirações iluministas), por simetria, não subtrai ao milagre mas desencoraja o milagreirismo…

JP in Espiritualidade Frases 2 Janeiro, 2026

mecânica quântica e fé

A ideia de incerteza é apetitosa para uma certa teologia fácil. Ver-se-ia nessa impossibilidade intrínseca de conhecer os sistemas microscópicos, com o rigor da mecânica clássica, um lugar para o «mistério de Deus». Se nem tudo está determinado, então, pensam alguns, há aqui uma oportunidade para a intervenção de Deus. Não são recomendáveis para a teologia, porém, importações directas e imediatas da ciência. Apenas as analogias poderão ter lugar. A teologia pode e deve estar a par da novidade científica, no sentido de ajustar a sua linguagem e compatibilizar o modo de pensar e comunicar com a contemporaneidade científica, mas tal não implica «cientificar» a religião.

JP in Sem categoria 1 Janeiro, 2026

revelação e abertura

 A Revelação como semente, a acontecer na terra que somos, não corresponde a uma nova chave. Do nosso lado, a revelação precisa é de novas aberturas…

JP in Sem categoria 30 Dezembro, 2025

sair do lugar onde estou

DOMINGO dentro da Oitava do Natal

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 2, 12-13
«um anjo do Senhor apareceu a José num sonho e disse-lhe: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito»

Dentro ainda do espírito do Natal, da festa do (re)nascimento da vida, da nossa vida e da vida do mundo, o Evangelho leva-nos até à experiência de José, Pai de Jesus. José é uma espécie de ‘ator secundário’, no que diz respeito ao protagonismo, mas nada dispensável para entender o dinamismo desta história, que é uma história de salvação para muitos humanos. Entre outras abordagens, podemos focar-nos na experiência de ‘fugir’ como missão, de sair do sítio onde se está. É verdade que as maiores ameaças estão dentro de nós, mas dessas ameaças mais interiores ou de ameaças mais exteriores, há um lado da nossa missão, da nossa vida, que passa por, em certo sentido, ‘fugir’, mudar de sítio. Muitas vezes, queremos mudar de vida sem sair do mesmo lugar. Muitas vezes, expomo-nos continuamente a geografias e coreografias que verdadeiramente ‘nos ameaçam’ e não nos libertam. De que ‘ameaças’ preciso eu de fugir?…

NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado neste blog anteriormente.



L 1 Sir 3, 3-7. 14-17a (gr. 2-6. 12-14); Sl 127 (128), 1-2. 3. 4-5
L 2 Cl 3, 12-21
Ev Mt 2, 13-15. 19-23
ou:
L 1 Gn 15, 1-6; 21, 1-3; Sl 104 (105), 1b-2. 3-4. 5-6. 8-9
L 2 Heb 11, 8. 11-12. 17-19
Ev Mt 2, 13-15. 19-23

JP in Sem categoria 28 Dezembro, 2025

Natal

Natal: façamos por “re-significar” da melhor forma os tempos, os gestos, as tradições e os sentidos deste maravilhoso tempo que passa.

JP in Sem categoria 24 Dezembro, 2025