fundamentalismo, fanatismo e farisaísmo

Halik identifica os 3Fs da religião num tom sintético que nos ajuda na auto-crítica religiosa: Fundamentalismo (textos sagrados fora do contexto), o Fanatismo (falta de sentido de diálogo) e o Farisaísmo (prisão à letra e à lei). 

JP in Sem categoria 14 Abril, 2024

assim está escrito, que o Messias havia de sofrer e ressuscitar

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Lc 24, 35-48

assim está escrito, que o Messias havia de sofrer e ressuscitar

A frase do evangelho: “assim está escrito, que o Messias havia de sofrer e ressuscitar” é curiosa e muito sintética da nossa fé. Poderíamos resumir aquilo em que acreditamos na ideia vivida de que, como Jesus, entendemos (mais ainda, acreditamos e vivemos) que todo o sofrimento que a existência acarreta não é a última palavra. Convínhamos que em alguns redutos, incluindo religiosos, esta frase aparece truncada e apenas: “Assim está escrito, que o Messias havia de sofrer…”. Ora é uma afirmação não truncável, porque a Páscoa está a acontecer. Agradeçamos e vivamos em alegria a última parte não descartável, que ilumina a primeira: “…e ressuscitar”.

Este texto é adaptado em parte ou na totalidade de palavras anteriores já publicadas.

L 1 At 3, 13-15. 17-19; Sl 4, 2. 4. 7. 9
L 2 1Jo 2, 1-5a
Ev Lc 24, 35-48

buscadores…

Apresentam mais parecenças do que julgam, os descrentes categóricos e os crentes autoconvencidos: ambos não parecem ser buscadores de Deus…

JP in Sem categoria 12 Abril, 2024

Deus e a explicabilidade do cosmos

Para os crentes, a necessidade de Deus não se justifica pela necessidade de explicar os fenómenos naturais que acontecem no universo, nem sequer de que forma e há quanto tempo o universo teve o seu início espácio-temporal. Estas questões deverão ser respondidas pela ciência sem necessidade de inserir Deus nas equações físico-matemáticas. É quando o ser humano se pergunta pelo sentido da sua existência e da de milhões de outros seres humanos, bem como pelo sentido de todo o universo, que a necessidade de Deus se manifesta. A ciência não tem nada a dizer sobre o sentido da existência humana, nem sobre o sentido do universo. Muitos não-crentes negam que a questão do sentido deva ser resolvida fora da ciência. Mas o cidadão comum entende facilmente que a ciência não responde a essa questão. E talvez a vida precise de um sentido…

JP in Sem categoria 10 Abril, 2024

«Põe a tua mão e mete-a no Meu lado»

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 20, 19-31

«Põe a tua mão e mete-a no Meu lado»

Jesus “volta” para dar a Tomé os sinais de que ele precisa para acreditar. Há muitos “Tomés” em todos os crentes, enquanto carentes de sinais diante do risco que é acreditar. A fé não passa por provas do tipo científico ou outro (deixaria de ser fé) mas passa muito por sinais. Talvez a vida nos vá dando os sinais de que precisamos para acreditar e podemos perguntar-nos que sinais, “quasiconcretos”, teremos para acreditar na vitória da vida. Acresce ainda, a propósito de sinais, que eles não se bastam a si mesmos para serem revelação em movimento: precisam de nós, da nossa fé. Dito de outra forma: sem Tomé, acreditando, não haveria revelação… porque Deus propõe-se, mas não se impõe… Somos também, convém tomar consciência, sinais de uns para os outros…

NOTA: Este texto é repetido/ajustado a partir de evento já publicado neste blog anteriormente.

L 1 At 4, 32-35; Sl 117 (118), 2-4. 16ab-18. 22-24
L 2 1Jo 5, 1-6
Ev Jo 20, 19-31

JP in Sem categoria 6 Abril, 2024

ou / e…

Temos um vício dos ‘ou’ que pode ser contrariado com o tique dos ‘e’. Sobre o milagre da multiplicação dos pães, relatado nos Evangelhos:  foi Deus ou os homens que distribuíram o pão? Os dois, quanto mais não seja porque a crença com futuro contempla um Deus que, sendo transcendente, é cósmico e omnitransformante e se manifesta entre e a partir da humanidade…

JP in Sem categoria 4 Abril, 2024

Jesus abandonado na cruz…

Nas religiões cristãs é centralíssima a máxima de Jesus na cruz, normalmente enunciada como: “Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste?”. Há duas nuances de tradução/interpretação que são em si próprias estimulantes à reflexão e, porventura, a alguma reteologização da cruz: “Meu Deus, Meu Deus, para que me abandonaste?” e “Meu Deus, Meu Deus, a que me abandonaste?” …

JP in Sem categoria 26 Março, 2024

ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei

Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mc 14, 1-15, 47

ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei

A descrição da Paixão de Cristo, que meditamos em domingo de Ramos, é tão longa quanto profunda e repleta de sinais. Uma das formas de mergulhar neste texto é situarmo-nos nas diversas personagens e, em atitude criativa de composição do lugar, perguntar-se “quem sou eu neste cenário?” Pedro, que prometera não abandonar o Mestre, mas que o nega? Simão, o cireneu, que ajuda Jesus a levar a cruz? Um soldado? Um personagem incógnito que vê a cena, mas não se envolve nem se co-move? Pilatos, que lava as mãos? O próprio Jesus? Maria, que assiste em envolvimento, mistério e dor? Barrabás, que se safa na frincha da sorte? O bom ladrão, que in extremis se arrepende e confia?…

Este texto é adaptado em parte ou na totalidade de palavras anteriores já publicadas.

L 1 Is 50, 4-7; Sl 21 (22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24
L 2 Flp 2, 6-11
Ev Mc 14, 1 – 15, 47 ou Mc 15, 1-39

JP in Sem categoria 24 Março, 2024

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR


L 1 Is 50, 4-7; Sl 21 (22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24
L 2 Flp 2, 6-11
Ev Mc 14, 1 – 15, 47 ou Mc 15, 1-39