pequenas coisas que libertam
É uma sabedoria dos tempos: cada pequena coisa com grande amor será sempre o que nos libertará!
É uma sabedoria dos tempos: cada pequena coisa com grande amor será sempre o que nos libertará!
Muitas vezes me perguntam “para quê meter Deus na equação”, pois que a Humanidade e pela Humanidade, bastaria. Compreendo o dilema, que também partilho. Mas algo me atrai, na conceção, no desafio e na vivibilidade, para me inscrever num sonho maior. Mais ainda, tal sonho, também mas não só meu, contempla toda a humanidade… e muito mais.
Estou onde estou e como estou. Às vezes, de facto, não estou, porque não estou onde estou nem como estou…
Uma das tensões pessoais mais complexas é o confronto das muitas solicitações com a nossa ‘não super-humanidade’. Alguns ingredientes: saber dizer não mas aventurar-se, preservar-se mas expôr-se, descansar mas entregar-se, cuidar-se mas não se autocentrar…
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Rom 13, 8-10
Amarás ao próximo como a ti mesmo
Na carta de Paulo aos Romanos escutamos uma frase omnipresente nos convites emergentes de muitos livros sagrados: “Amarás o próximo como a ti mesmo”. Como apontador, este lema é simples e concretizável mas, ao mesmo tempo, reveste-se de muitas complexidades. O estilo cristão de tomar este livre mandamento tem critérios notáveis, explícitos e implícitos noutras passagens da escritura: o meu próximo é o que está a meu lado, precisando de mim; para amar o próximo como a mim mesmo, tenho de ‘gostar de mim’ o que, numa perspetiva de fé, implica reconhecer-me (muito) amado por Deus, que só sabe amar e criar…
Há uma dualidade constante a exercer na vida docente: saber ensinar e saber o que se ensina. Do ponto de vista do professor, há que estar bem com as duas partes, embora sejam áreas intrinsecamente incompletas e em constante tensão evolutiva. Bases sólidas da ciência que se ensina são fundamentais, mas de que valerão conhecimentos profundos de uma certa matéria se não houver aptidões para criar o ambiente interessante para aprender?
Deus não só arrisca em nós como, em certo sentido, se busca a si mesmo em nós…esta em nós… Eis a grande dádiva…
Há vestígios na nossa vida que resultam de um natural e eficaz pragmatismo: fazemos ‘assim’… porque funciona. A empatia elementar, porém, deve sempre soar e até gritar o mantra de que “funcionar assim comigo não significa que funcione assim com o outro”…
Rezar é descansar em Deus, Aquele que é jugo suave e leve. Convém, quando fazemos esse ensaio de descanso, libertar aquilo que pesa, em nós, nos outros e no mundo. E se deus pesa, pondere-se se será Deus, pois Deus é apenas e só Amor. E o Amor é leve…
Rezar é difícil…
Queremos e cremos uma oração centrada em Deus.
É precioso, este tempo que Lhe damos.
É uma fonte de calma e de encontro…
É já bom tomar consciência deste tempo que passa
…e em que queremos estar mais de perto com Deus…
difícil… mas possível, como a vida…