Dose certa

Dose certa

 

Procuro a

minha dose.

Quanto sou?

Que espaço ocupo?

Que tempo tomo?

Às vezes, sou demais,

quase veneno.

Encho com excessivas

palavras.

Melhor fora ser

silencioso solvente.

Outras vezes

devia ser mais presente.

Mais soluto.

Mais concentrado.

Sou micro-escala

quando deveria

gritar ao mundo

toda a injustiça.

Meu sonho?

Ser tónico, não tóxico.

Procuro a

minha dose,

a dose certa…

in Paiva, J. C., Quase poesia quase química (2012) (e-book). Lisboa, Sociedade Portuguesa de Química.

acessível aqui (porventura enriquecido com uma ilustração)

 

JP in Poemas Química 2 Julho, 2018

passo lento

Passo lento

Há um passo

na reacção

que manda

por lento ser.

Pode tudo

acelerar

mas será

tal passo a mandar

e tudo a

obedecer.

Podem correr

os restantes

em um qualquer

fernezim

que sera o

passo lento

a dizer quando

é o fim.

E na vida:

olhando o lento

o último

que há em mim,

Na vida

manda o que é lento?

Será também

A vida assim?…

 

fevereiro 2015

JP in Poemas Química 28 Junho, 2018

água destilada

 Água destilada

Ser água limpa
transparente
fresca
e lavadora.
A destilada
não é boa para beber.
Perfeita quimicamente
faltam-lhe os iões
…e outros elementos

fundamentais.
A água destilada
da vida
chama-se perfeição

e é perigosa para a saúde.
Sejamos inteiros
e não perfeitos,

…que a alma agradece…

 

janeiro 2015

Quase poesia quase química

Livro (on line) editado pela Sociedade Portuguesa de Química.

Podes ser acdedido em:

https://www.spq.pt/files/docs/boletim/poesia/quase-poesia-quase-quimica-jpaiva2012.pdf

…ou diretamente abaixo.

quase-poesia-quase-quimica-jpaiva2012

Referência:

Paiva, J. C., Quase poesia quase química. (e-book). Lisboa, Sociedade Portuguesa de Química, 2012.

Nota: neste blog, alguns dos poemas constantes do livro, com etiquetas, são disponibilizados ‘avulso’.