samaritana

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Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se  Jo 4, 5-42

“Dá-Me de beber” é excelente mote de Quaresma, de sinal de água no deserto do caminho. Este diálogo de Jesus com a Samaritana é, nas boas palavras de Tolentino Mendonça, o ‘elogio da sede’. A sede de Deus (o seu sonho amoroso para o mundo) transforma-se na nossa sede. As sedes unidas, a nossa e a do criador, criam as aberturas de caminho para um grande sentido: é o encontro da sede com a água viva, é o encontro do nada com o tudo, é o encontro da pequenez com a plenitude, é o encontro da morte com a vida, que estamos a preparar.

DOMINGO III DA QUARESMA


L 1: Ex 17, 3-7; Sl 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9
L 2: Rm 5, 1-2. 5-8
Ev: Jo 4, 5-42 ou Jo 4, 5-15. 19b-26. 39a. 40-42

Samaritana

A verdadeira pérola
não é a água
mas procurar a sede
de uma fonte
certa e abundante.
A verdadeira riqueza
não é a água,
é a sede de a querer.
É este vazio,
esta hospitalidade
de crer beber
que me convoca
a construir.
A graça que peço
é a da sede,
que a água é certa!