Espírito e evolucionismo

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Nos textos que publicou nos anos 60 e 70 do século passado, Joseph Ratzinger, (Papa Bento XVI), afirma claramente que matéria e espírito não são duas realidades que se possam considerar desligadas da perspectiva dinâmica do ser criado. Por um lado, deve considerar-se que «o espírito não é um produto ocasional do desenvolvimento da matéria, mas antes que a matéria significa um momento da história do espírito». Esta formulação é reafirmada mais adiante: «o espírito não aparece na matéria como algo estranho, um outro diferente, como uma segunda substância; o aparecimento do espírito significa… que o movimento ascendente chegou à meta que lhe estava destinada». Ratzinger continua a utilizar aqui, sem hesitar, uma linguagem quasi-teilhardiana, aceitando «o reconhecimento de um mundo evolutivo, como auto-realização de um espírito criador»