eu sou o alimento do outro
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 14, 13-21
dai-lhes vós de comer
Há multidões, há barcos, há gente, há Jesus. Há mundo e há vida, a vida que corre. No seio do desejo e da carência palpita o grito ainda silencioso mas real… da fome. Alguns seguidores ainda ingénuos procuram o milagre fácil que multiplica o pão. Mas o anúnico radical aparece: é convosco que quero ir fazendo este milagre. “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Este texto, radicalmente eucarístico, poderia mostrar um lado ainda mais ontológico com um arranjo semântico: “dai-lhes vós mesmos o que sois”. Na realidade, o âmago do nosso ser é ser pão.
NOTA: Este texto repete em parte ou no todo palavras já escritas neste blog, noutro contexto.
DOMINGO XVIII DO TEMPO COMUM
L 1 Jr 20, 7-9; Sl 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 8-9
L 1: Is 55, 1-3; Sl 144 (145), 8-9. 15-16. 17-18
L 2: Rm 8, 35. 37-39
Ev: Mt 14, 13-21