liberdade para o desejo

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Suponhamos um qualquer desejo. Uma das condições que nos coloca na livre indiferença em relação a esse desejo é elaborar assim, em quase-contra-natura: “se estou pronto para, diante desse desejo realizado, ficar igualmente plano e inteiro, aconteça o que acontecer, então estou ‘espiritualmente pronto’ para o receber”. É nesta linha que se percebe a radical importância de trabalhar o receber na vida espiritual. Esticando a corda, face ao desejo da vida, pode ser caminho morrer, já, por amor. Assim preparado para morte, se recebe em plenitude a vida que vem.